14 de abr de 2019

HISTÓRIA DA UAF:

Sarah, a Pioneira

Sarah Kalley serviu a Jesus, na evangelização do Brasil de 1855 a 1876. Foram 21 anos dedicados à obra do Senhor em terras brasileiras sempre em companhia do seu esposo o Pr. Robert Reid kalley.
Deus colocou no seu coração o desejo de formar uma sociedade de senhoras, o que não era aceitável na época, pois não ficava bem que as mulheres saíssem sozinhas às ruas. Como da igreja faziam parte três senhoras alemãs casadas, que não se conformavam com essa restrição, dona Sara pôde programar a fundação de tal sociedade, e, para sua alegria, na primeira reunião, no dia 11 de julho de 1871, portanto a 138 anos, estavam presentes 11 senhores que apoiavam a idéias. Foi sua presidente até voltar para a escócia. Era o inicio das atuais Uniões Auxiliadoras Femininas (UAFs).

Sara, também participou da organização do primeiro hinário brasileiro o “Salmos e Hinos”.

Dona Sarah faleceu em agosto de 1907 aos 82 anos. Mas seu trabalho para o reino de Deus continua vivo, dando muitos frutos através das mais de 500 UAFs espalhadas pelo Brasil, para a honra e glória do Todo Poderoso, que tem sustentado essa obra nesses 138 nos de União Auxiliadora Feminina.

Deus seja louvado





Mulheres influenciam de forma decisiva o congregacionismo brasileiro


No meio evangélico congregacional, há personagens que são verdadeiros gigantes na sua influência benéfica transmitida ao longo dos anos. Com justa homenagem, destacamos o vulto de uma mulher cuja passagem entre nós marcou o início de trabalhos, inesquecível relevância – Sarah Poulton Kalley.

Se nos fosse dada a possibilidade de voltarmos ao ano de 1871e sentir as influências dos costumes da época participaríamos das dificuldades enfrentadas por Sarah quando organizou um bom trabalho com as senhoras caráter permanente na Igreja Evangélica Fluminense . A própria Senhora Kalley, escrevendo à sua tia Lydia Morley, assim se expressou: “Havia muito tempo que eu desejava organizar uma sociedade de senhoras; mais hesitei, por longo tempo em levar a efeito este desejo, porque, por que me asseguraram que era possível ir de encontro aos costumes do País, que não permitiam às mulheres saírem à rua sozinhas. Agora, porém, tínhamos na Igreja, três senhoras alemãs, casadas, e que não estavam dispostas a submeter-se a tais restrições. Resolvi, então, instalar a sociedade, e fiquei satisfeita por ver que 11 senhoras estavam a favor da minha idéia. Na segunda sessão vieram 14, e creio que virão mais outras unir-se conosco.”

Na primeira reunião dirigida por D. Sarah Poulton Kalley, foi apresentado o estudo sobre “ O caráter de Eva, Mãe da Raça Humana”. As reuniões eram realizadas às terças-feiras, às 15h. Uma das práticas instrutivas da senhora Kalley era pedir que as sócias decorassem capítulos inteiros para lhe serem repetidos em certas datas. Desenvolviam trabalhos de visitação às irmãs, dando-lhes assistência espiritual; Tinham também programa de ajuda aos pobres da Igreja em conexão com os diáconos.

A Sociedade de Senhoras, fundada em 11 de julho de 1871, e que fora alvo de muitas preocupações para D. Sarah, serviu de exemplo e de grande estímulo à organização de atividades semelhante das demais igrejas, não só congregacionais, como em outras denominações. O trabalho assim iniciado, contou com a benção divida, e à medida que surgiam outras igrejas, novas Uniões eram organizadas. Seu primeiro nome era simplesmente Sociedade de Senhoras; mais tarde, União de Senhoras; e posteriormente União Auxiliadora Feminina. Com o crescimento do trabalho, tornou-se necessária uma organização que agrupasse as uniões: a federação. A primeira a ser criada foi a do nordeste, em 23 de fevereiro de 1942, em Campina Grande (PB). Seguiu-se a federação do Sul, em 30 de outubro de 1943, na igreja Cristã Paulistana, em São Paulo (SP). Outras foram surgindo; veio então, a necessidade da criação de uma entidade de âmbito nacional, representando as Uniões, através de federações. Na II Convenção Geral da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil – UIECCB, realizada na Igreja Evangélica Fluminense de 18 a 25 de junho de 1944, foi organizada a Confederação, com sede na cidade do Rio de Janeiro.

O primeiro Congresso Nacional realizou-se em Pedra de Guaratiba no então Distrito Federal, em 24 de janeiro de 1952. Algumas de suas merecem destaque:

  •  Aprovação dos Estatutos;

  • Publicação de uma revista, Vida Cristã, a qual surgiu em outubro de 1953

  • Escolha do moto, baseado em 1Coríntios 15.58: “ Sede firmes e constantes, sempre abundantes na Obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”;

  • Indicação do Hino oficial: “Sede sempre firmes, constantes, sim, no vosso amor, Sede abundantes na obra do Senhor; Nunca o vosso esforço se torna vão perante Deus; Sede sempre firme, a recompensa está nos céus.

  • Definição de um só nome para s Sociedades Femininas, em todo o Brasil, sendo este: União Auxiliadora Feminina.
Atualmente, em cada uma das 40 Associações Regionais que compõem a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, há organizada, uma federação.

Para homenagear as mulheres de nossa denominação no ano do centenário de organização do trabalho feminino, a então 6ª Região Administrativa sugeriu a Confederação, e esta levou à Junta Geral, à idéia de incluir no Calendário Denominacional, o dia 11 de julho como o Dia da Mulher Congregacional. (VIDA CRISTÃ, julho-agosto-setembro 1971. p.1).

fonte: blog da FEUAFEMININA

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

Edifique sua vida louvando ao Senhor